Idade Sanidade Sabedoria

Virginia Lopes Sampaio

Somos uma fonte criativa

 

A unidade que sou “EU” está ligada na rede cósmica e os nossos corpos fazem parte de um corpo universal, nossas mentes são aspectos de uma mente universal.

 

A mulher na busca do conhecimento resgata sua origem, sua natureza intrínseca e nesta jornada se depara com cinco inimigos dos quais ela precisa transcender para se tornar uma mulher sábia.

 

Os cinco inimigos do homem na busca do conhecimento foram inspirados num trecho do livro “A Erva do Diabo” de Carlos Castañeda.

 

· O primeiro inimigo é o medo do conhecimento, porque quando nós nos deparamos com tudo aquilo que queremos conhecer, queremos ter e queremos saber vemos a nosso ignorância. Porém para transpor este inimigo temos que enfrentar o medo e não fugir da escuridão, assim descobre-se à clareza e com lucidez revelada nós aprendemos que a paciência e dedicação vencem o inimigo.

 

· O segundo inimigo passa a ser a clareza porque podemos parar neste estágio, pensando que já sabemos de tudo. Porém a clareza é o sinal que começamos a jornada para aprendermos a ter a visão do todo e assim perdemos o medo da escuridão, ou seja, do desconhecido e adquirimos o poder de enfrentarmos mais este obstáculo.

 

· O terceiro inimigo é o poder. Por quê? Porque já passamos pelo medo, adquirimos a clareza e nos conscientizamos da nossa potencialidade, do poder que temos. Porém podemos parar neste estágio achando que somos poderosos o suficiente para desejar ser dono de tudo e de todos, com isto, confundir este poder como uma autoridade autoritária se tornando um déspota. Este é o grande momento de transcendência porque o poder compreendido desvinculado da virtude se torna sedutor e destruidor e perdemos o sentido da autoridade do conhecimento que reconhece que somos nada diante do todo que é o universo. Contudo podemos passar por este estágio tendo o poder do conhecimento e resgatar a história da humanidade quando a velhice chegar.

 

· O quarto inimigo é a velhice. Por que a velhice? O tempo cronológico passa e nós nesta jornada da mulher a busca do conhecimento, após transpor o terceiro inimigo que é sutil e tentador nos deparamos com a idade e com a crença que nada mais podemos fazer porque estamos ficando velhos. È um fato que o nosso corpo físico pode estar com menos agilidade que outrora. Mas é neste exato momento que precisamos compreender a bioquímica do nosso corpo como um sistema vibracional macromicro e a consciência atravessada por crenças limitantes criam as reações químicas que sustentam a vida de cada célula. Uma célula que envelhece é o produto final da consciência que se esqueceu de como permanecer jovem. É neste exato momento que precisamos desconstruir a crença que somos vitimas do envelhecimento, da doença e da morte. Essas coisas são partes do cenário e não daquele que sabe ver e vê com o olhar do sábio: - Vê o espírito.

 

· O quinto e ultimo inimigo é a morte, porém este inimigo só se torna inimigo ao se lutar contra ele, então sofreremos e nunca o venceremos.

 

Nesta jornada da mulher a busca do conhecimento, depois de ter passado pelo medo, clareza, poder e conseguir saber envelhecer sem ficar contaminada pelo cansaço da vida e transcender a velhice material vendo o mundo espiritual, agora se depara com a morte. O que fazer? Nada a fazer e sim compreender que em essência, nossos corpos (corpo e mente são inseparáveis) são compostos de energia e a informação não é de matéria sólida, portanto ver é: sentir o espírito, a expressão do ser eterno. O tempo não existe enquanto valor absoluto, apenas a eternidade.

 

A eternidade representa a memória da humanidade, a eternidade está presente na história da mulher, reverenciada pelo seu poder de gerar, criar, nutrir, proteger e sustentar todos os seres e estes valores significa a busca do Sagrado Feminino. A Deusa Mãe em tempos longínquos foi suprema divindade do planeta, durante pelo menos trinta milênios.

 

Portanto a mulher na busca do conhecimento no sentido da sabedoria deixa de herança para o mundo a sua dedicação e sua capacidade de ser um ser cuidador e pensando assim, a morte deixa de existe, porque acreditamos na vida eterna. A jornada não foi em vão, a morte do corpo físico não significa enterrar o conhecimento que passa a ser um legado para a humanidade. 

 

 

 

 

 

 

 

 

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